Gasolina brasileira é a 3ª mais cara do planeta

O dado foi divulgado em lista dos maiores produtores de petróleo no mundo. A média do preço da gasolina brasileira é de R$ 6,75 por litro, deixando o país em terceiro lugar no quesito carestia do combustível e ficando atrás de China e Canadá, sendo que estes são os 9º e 6º maiores produtores respectivamente, enquanto o Brasil está na penúltima posição de uma lista de 10 nações.

A política de preços da Petrobrás é fator determinante para essa colocação que mais do que destacar o Brasil em uma planilha de produtores de petróleo, torna a rotina financeira do cidadão brasileiro impossível de se manter regular. O Preço de Paridade de Importação tira do Brasil a autonomia da produção e a disposição do combustível no mercado interno, tanto que os meses de novembro e dezembro devem entrar nos marcos da empresa como meses de limitações, pois a Petrobrás tem sinalizado que não possui condições de oferecer o volume de combustível requerido pelas distribuidoras, o que tende a encarecer o produto nos postos.

Preço do petróleo internacional

Mesmo com a decisão dos EUA, que é o maior produtor de óleo do planeta, em usar as reservas estratégicas nacionais de petróleo para frear os preços dos combustíveis, cerca de 60 a 70 milhões de barris, segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), pouco afetará a subida de preços em um mercado que consome mais de 95 milhões de barris/dia. “A recuperação da produção dos países da OPEP tem sido muito lenta, num reflexo à pandemia. Embora haja sinalização dos Estados Unidos e de outros países de aumentar um pouco a produção, é um movimento ainda lento. Assim, os preços continuarão altos, com reflexos negativos no Brasil, em função da taxa de câmbio desvalorizada”, destaca Rodrigo Leão, coordenador técnico do Ineep, em entrevista para o portal CNN Brasil.

A saída passa pela intervenção estatal

A ação do governo estadunidense em coordenação com outros 5 países, entre estes a China e o Reino Unido, revela mais uma vez que o mercado não é capaz de se auto regular, tal como alardeiam os arautos neoliberais. A ação, que passa por uma intervenção estatal ainda que tímida, demonstra que é dever dos Estados nacionais regular a economia, do contrário os povos estarão reféns das guerras comerciais capitalistas. E é aqui que entra a necessidade do Brasil enquanto Estado assumir um protagonismo renegado pelo próprio governo.

Se o país que é referência do livre mercado tem sinalizado pela necessidade de intervir para parar a alta nos preços dos combustíveis, por quê o governo brasileiro não deve fazer o mesmo?

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