Não são apenas números, são vidas perdidas

No dia 7 de janeiro, primeira semana de 2021, o Brasil atingiu a infeliz marca de 200 mil pessoas que perderam a vida por conta da Covid-19. A primeira vítima fatal foi registrada no dia 12 de março de 2020. O país nesse início de ano também bate o recorde diário de óbitos, onde nas 24 horas da quinta-feira, dia 7, foram registradas 1.841 mortes por complicações provocadas pelo Coronavírus. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

O Brasil esta atrás apenas dos Estados Unidos com o maior número de mortos e infectados do mundo. Aqui, lá e em todos os países, quem mais está sofrendo com a barbárie dessa pandemia são as populações mais vulneráveis, como pessoas em situação de rua, populações ribeirinhos, moradores de favelas, quilombolas e indígenas, seguimentos sociais majoritariamente compostas por negros e mulheres, além da população LGBTQIA+; esses são os perfis humanos que tem sido acometidos com maior intensidade diante da tragédia que vivemos.

Entender a dimensão desse impacto devastador implica em compreender que por trás dos números estão vidas humanas, famílias brasileiras sendo desmontadas e um receio real de que algo deve ser feito urgentemente para frear essa onda de tristeza.

Desigualdade social

O espelho desse desastre social agrava o principal problema vivido no Brasil, a desigualdade. Até outubro do ano passado, 14 milhões de famílias estavam inscritas no Cadastro Único do Ministério da Cidadania, do Governo Federal, são quase 40 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza.

Pessoas que em absoluta maioria não tem acesso regular à água, higienização, moradia própria e que se veem desassistidas, sobretudo com o fim do auxílio emergencial que chegou a alcançar mais de 60 milhões de brasileiros. O aumento de famílias em situação de extrema vulnerabilidade cresceu em mais de 1 milhão e 300 mil, só nos dois primeiros anos do governo Jair Bolsonaro.

Vencer a pandemia e a desigualdade

A adoção de políticas públicas baseadas em evidências científicas é determinante no destino da saúde e da vida da população brasileira. Posturas negacionistas e de desdenho com às famílias e vítimas, sustentando mentiras de que “o Brasil é referência no combate à covid-19”, chamando o vírus de “gripezinha” e mais, pondo em dúvidas a eficácia de uma política de imunização através da vacina, tal como sistematicamente tem feito o presidente da República, Jair Bolsonaro, apenas colocará mais gente em risco de morte.

Vencer o Coronavírus implica na construção de uma política nacional integrada que inclua os estados e municípios para o enfrentamento da doença, com o imediato início das vacinações, seguindo criteriosamente o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante de um desafio em escala tão grande, aplicar uma sistemática de imunização da população do país obedecendo critérios sociais e humanitários é hoje o primeiro passo para o país iniciar também a batalha contra a abissal desigualdade social.

A partir daí, cabe ao Estado garantir acesso à renda básica para os socialmente vulneráveis, fazendo os setores econômicos fundamentais voltarem a funcionar, o que irá gerar emprego e cidadania para cada brasileiro que não pode ser visto como apenas mais um.

Casos de Coronavírus também assolam o Sistema Petrobrás

O aumento acelerado de contaminações por covid-19 em unidades da Petrobrás, sobretudo em plataformas de exploração e produção de petróleo é algo que tem preocupado particularmente as entidades sindicais de petroleiros.

Após um minucioso levantamento realizado por jornalistas do Sindipetro Unificado SP, aponta que atualmente está em curso um surto de covid-19 nas unidades do Sistema Petrobrás.

Somente entre os dias 3 de novembro e 4 de janeiro, 1.605 novos casos de infecção foram identificados, como aponta a reportagem o Unificado SP. Este número supera as estatísticas registradas durante os quatro primeiros meses da pandemia no país, quando 1.547 trabalhadores da estatal haviam sido contaminados pelo Coronavírus.

Até o momento, 4030 petroleiros já foram infectados. Este número corresponde a 8,7% dos 46.416 empregados próprios da companhia. O percentual de contaminados no país inteiro é de 3,7% em relação ao número total de habitantes (aproximadamente 212 milhões de pessoas).

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) vem pressionando o Sistema Petrobrás a divulgar o número total de contaminados, incluindo terceirizados. “A Petrobrás, entretanto, apenas disponibilizou essas informações no 3º Boletim de Monitoramento, datado de 4 de maio, quando 1037 petroleiros já tinham sido contaminados e outros 1642 estavam sob suspeita, de um total de 151.539 empregados, entre próprios e terceirizados”, diz a reportagem do Unificado.

TV SINDIPETRO PE/PB

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