No Dia da Terra, é preciso reafirmar a necessidade de uma política consequente de transição energética para o mundo

Em meio à guerra na Europa os preços do mercado internacional do petróleo e do gás estão próximos aos níveis mais altos de todos os tempos. A resistência de países como a Alemanha e França em postergar a dependência dos derivados de combustíveis fosseis russos demonstra o quão limitadas são as ações dos países ricos para fazer valer a necessidade do planeta Terra por uma transição energética que a cada dia se torna mais urgente.

Enquanto a temperatura do planeta, caso não seja feito nada agora, tende a aumentar em 4ºC até o fim do século 21, segundo especialistas, aprofundando drasticamente as condições climáticas (circulação atmosférica, chuvas e secas) e por consequência as condições de vida neste ecossistema, hoje, a passagem de mais um Dia da Terra reforça a reflexão sobre a luta em defesa do meio ambiente e a importância do desenvolvimento de uma consciência ambiental. Por óbvio, a guerra e o Capital passam longe dessa consciência.

Relatório recente do IPCC (Painel sobre Mudança do Clima das Nações Unidas), aponta que certos impactos já são irreversíveis para alguns biomas e que as mudanças climáticas estão chegando a um ponto de não retorno. Esses impactos são extremamente desiguais, sendo que os povos que menos contribuem para o problema são os mais afetados. O Brasil que já desponta no top 10 dos países que mais emite gases poluentes no mundo, mesmo com a pandemia dos dois últimos anos, aumentou a emissão de gases de efeito estufa, segundo o SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), do Observatório do Clima. As emissões brasileiras de gases de efeito estufa em 2020 cresceram 9,5%, situação potencializada pela aceleração do desmatamento das florestas, em especial da Amazônica.

Contribuição da Petrobrás na transição energética

É falso acreditar que a necessária evolução humana pela redução do uso de petróleo deve impactar negativamente a empresa. Primeiro que essa transição por mais urgente que seja não se dará a curto prazo, segundo que urge o Estado brasileiro tratar da empresa em meio a todas suas potencialidades tecnológicas, para o desenvolvimento de insumos e energia. Nesse prazo é estratégico que a Petrobrás invista no e desenvolvimento das refinarias, neutralizando a dependência externa do petróleo e cadenciando o ritmo brasileiro para essa transição.

Mas para isso ocorrer é preciso uma mudança na lógica administrativa da estatal, trata-la como fomentadora do desenvolvimento nacional e não como uma geradora do lucro privado de acionistas estrangeiros que tem faturado muito nesses últimos anos. De acordo com a própria Petrobrás, entre as principais soluções rumo a descarbonização está a redução da queima de gás em tocha, ganhos de eficiência energética e projetos de captura de carbono, uso e armazenamento geológico de CO2 (CCUS), além de diversificação do próprio perfil dos ativos no portfólio. Ou seja, o corpo técnico da empresa já reflete os caminhos dessa mudança, cabendo frear o curso da política privatista em uso hoje na estatal.

Ressarcimento de IR no HRA e do abono do PCR

Pagamento das horas extras / Feriado

TV SINDIPETRO PE/PB

Siga-nos no Twitter