Novembro pode ser mês de alerta para desabastecimento de combustível no Brasil

A informação foi emitida na última semana pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom), que denuncia “uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel para o mês de novembro/2021”. Não bastasse a política deliberada da empresa em represar a produção, como parte da política de Preços de Paridade de importação (PPI), agora a gestão da Petrobrás opta pela redução, já para novembro, de até 50% no volume demandado para a compra e revenda de combustível, o que pode levar à falta de derivados de petróleo no mercado interno.

A representação dos distribuidores de combustíveis mantém concordância com o programa de desinvestimento de ativos da Petrobras, fator determinante para o PPI, mas contraditoriamente alerta para o risco de “desequilíbrio no ambiente concorrencial”. Neste caso, os maiores beneficiados com essas reduções serão as importadoras, que avançarão sobre o mercado de distribuição, vendendo mais caro e impactando na inflação do preço final.

O governo Bolsonaro segue na execução de uma política desastrosa para a empresa, começando pela estratégia de desmonte e privatizações. Se de um lado o Plano Decenal de Expansão de Energia 2030, previsto para ser apresentado no início de 2022, prevê superar as expectativas da produção brasileira de petróleo do próximo ano, com 3,4 milhões de barris por dia, segundo o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás); por outro promove uma subutilização das refinarias nacionais que ainda não foram privatizadas, reduzindo de 94% da capacidade de produção para 70%.

Petroleiros seguem denunciando a política de preços

A Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos, entre estes o Sindipetro PE/PB, denuncia sistematicamente que a responsabilidade do desequilíbrio nos preços do diesel, gasolina e gás de cozinha é da estratégia de gestão da Petrobrás, mantida desde 2016. O Congresso Nacional chegou a aprovar recentemente uma mudança na forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dirigido aos combustíveis, com alíquotas fixas ao ano, mas que pouco ou nada impactará no preço real para o consumidor, enquanto o PPI estiver em vigor.

A categoria ainda tem denunciado a possível existência de um cartel entre a Petrobrás e as importadoras de combustíveis, utilizando para isso além do PPI, a intencional redução do Fator de Utilização Efetiva (FUE) das refinarias da empresa. Situação que abre espaço para o mercado de importação, enquadrando distribuidoras e o consumo final sob preços mais altos atrelados ao valor do dólar.

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TV SINDIPETRO PE/PB

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