Novo reajuste do diesel expõe a farsa da gestão Bolsonaro à frente da Petrobras, para os caminhoneiros

A Petrobras anunciou um reajuste de 8,8% para o diesel a partir do dia 10 de maio. O litro do combustível, antes vendido a R$ 4,51, passará a custar R$ 4,91, saído das refinarias e vendido para as distribuidoras. Situação revolta caminhoneiros que se queixam da dificuldade para cumprir a jornada de fretes. Enquanto o presidente afunda nas próprias contradições que se revelam cada vez mais como mentiras anunciadas na internet.

Para seu eleitorado cada vez mais desconfiado, o presidente que busca a reeleição sobe o tom contra a Petrobrás, chamando de “estupro” os números referentes ao lucro da empresa, que divulgou recentemente a cifra líquida de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022. Dias antes do reajuste do diesel apelou a administração da petroleira que não aumentasse o preço dos combustíveis.

O mandatário da República só omite duas coisas fundamentais em meio a esse jogo de cena; a primeira é que a política de preços que regula os reajustes da Petrobrás (PPI) é decidida e orientada pela equipe econômica do governo, que detém a maioria das ações da empresa e em segundo lugar, justo por ter a maioria das ações é o governo federal que tem o poder de indicar o presidente, tendo também a maioria no Conselho de Administração.

Uma farsa que se desnuda

O novo reajuste do diesel, somado ao quarto reajuste da gasolina e gás de cozinha neste ano, intercalado com as manifestações do presidente, revelam o teatro que se monta da administração com a Petrobrás. Um presidente que monta uma equipe econômica e administrativa, para operar uma política deliberada por dolarizar os preços dos combustíveis e maximizar a taxa de lucros da empresa para os acionistas estrangeiros, mas que na frente das câmaras paga de vítima, quando diz reiteradamente “não poder interferir na administração da Petrobrás”.

Nada mais falso, pois é um discurso que não condiz com a prática. Para a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), o aumento de 40 centavos vai impactar diretamente no bolso do trabalhador, “Lembramos que essa luta pelo fim do PPI (preço de paridade de importação) não é só dos caminhoneiros, mas sim de toda a população brasileira, principalmente os mais vulneráveis e a classe média”, diz nota pública divulgada depois do reajuste.

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