FUP indica greve por avanços no ACT, mas Petrobras insiste em redução de investimentos
FUP indica greve por avanços no ACT, mas Petrobras insiste em redução de investimentos
Contraditoriamente, a presidenta da empresa fala em “manter a atual política de transferência de dividendos”
A Petrobras divulgou seu Plano Estratégico (PE) 2026-2030 nesta semana, indicando redução nos investimentos da empresa. A previsão é de 109 bilhões de dólares em investimentos totais, quase 2% a menos na comparação com os US$ 111 bilhões do plano atual (2025 a 2029). Para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em comunicado, a administração da empresa esclarece que a iniciativa se dá para “garantir resiliência financeira e flexibilidade para responder às condições de mercado”.
No entanto, em meio à indicação de redução nos investimentos, a presidenta Magda Chambriard sustenta que “não está na mesa nenhuma proposta de mudança na forma de distribuição de dividendos”. Situação contraditória, visto que este assunto está em negociações com a estatal entre os eixos centrais para a campanha reivindicatória do Acordo Coletivo: Justa Distribuição da Riqueza Gerada pela Petrobrás. Pauta que impacta diretamente na atual política de distribuição de dividendos.
Na reunião do Conselho Deliberativo da FUP indicou-se a necessidade de que a Petrobrás apresente uma contraproposta até terça (2), com proposta financeira, planejamento para acabar com os PEDs, além de avanços na Pauta pelo Brasil Soberano e suspensão das medidas unilaterais. Caso até terça-feira não haja proposição apresentada, as assembleias petroleiras avaliarão o indicativo de greve por tempo indeterminado.
Sem avanços, é greve dia 15!
O indicativo de greve apresentado pela FUP aos sindicatos se dá frente à intransigência da representação da Petrobrás na mesa de negociações. Para os trabalhadores da empresa, fala-se em “contingenciamento financeiro” e para o mercado aborda-se a manutenção dos dividendos milionários.
O tom político da reunião do CD-FUP foi de resistência contra retrocessos, visto que diante dessa contradição, alguém vai necessariamente sair perdendo e para evitar que sejam os trabalhadores, torna-se necessário intensificar as mobilizações para destravar os impasses da administração Chambriard.
A FUP oficiou a empresa com essas cobranças, pautando a suspensão dos desimplantes e das demissões no E&P e cobrando ainda nova contraproposta tratando dos três eixos aprovados pela categoria nas assembleias:
- Solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que penalizam aposentados e pensionistas;
- Distribuição justa da riqueza gerada pela categoria, com garantia de condições dignas de trabalho, saúde e segurança, sem ajuste fiscal sobre salários e carreiras;
Defesa da Pauta pelo Brasil soberano, contra privatizações e o novo modelo de negócios da Petrobrás.

