Petroleiros vão às ruas por “Preço Justo”, para gás de cozinha e combustíveis

Os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, Terminal Aquaviário de Suape e da Transpetro também irão estar nas ruas durante o protesto programado para sábado (24), que pede a saída do presidente Jair Bolsonaro e que em Recife irá se concentrar na Praça do Derby a partir das 10h. Esses trabalhadores representados pelo Sindipetro PE/PB levam às ruas da capital, queixas contra a política de preços aplicada pela Petrobrás, que tem aumentado os custos do gás de cozinha e no valor dos combustíveis para o consumidor final.

Os petroleiros já realizaram outras quatro manifestações cobrando um “preço justo” para os derivados de petróleo. O sindicato tem articulado junto de movimentos populares a venda de botijões de gás por um preço que chega a ser menos da metade do valor vendido hoje nas distribuidoras. Provocando com isso o debate a respeito da dolarização sobre o valor desses insumos.

O governo federal tem aplicado desde 2016 a chamada Política de Paridade de Importação (PPI), que considera como modelo de cálculo para definir os preços de combustíveis, a variação internacional do barril de petróleo e a cotação do dólar, além de represar intencionalmente a capacidade de processamento do óleo por parte das refinarias brasileiras. O que tem elevado o custo do diesel, gasolina, gás veicular, gás de cozinha e outros derivados.

Os sindicalistas são contra essa política, pois dizem ser injusto que o Brasil seja produtor de petróleo, tenha através da Petrobrás, capacidade de refino para processar um óleo de boa qualidade e se submeta a ter de cotar o mercado interno pelo valor de importação do produto. Afirmam que é possível mudar esse modelo de cálculo com investimento nas refinarias nacionais, permitindo que elas processem com plena capacidade, aumentando a oferta do produto no mercado interno, fazendo o preço para o consumidor cair.

TV SINDIPETRO PE/PB

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