Um dia no mundo para denunciar a violência de gênero

Dia 25 de novembro é o Dia Internacional da NÃO-Violência contra a mulher

A data foi referendada no Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981. Uma homenagem às irmãs Mirabal. Patria, Minerva e Maria Teresa, foram assassinadas pela ditadura da República Dominicana, em 25 de novembro de 1960. As três irmãs voltavam de Puerto Plata, após visitar seus maridos que se encontravam presos. A ditadura simulou um acidente.

Evitar a violência de gênero é a necessidade primeira, para que ela não ocorra. Mas, se ocorrer, o Estado deve garantir serviços essenciais para atender às necessidades das mulheres e meninas, ao tempo que a Justiça deve garantir a defesa de seus direitos. Durante a pandemia de Covid-19, os números de violência domésticas dispararam no mundo. Relatório da ONU Mulheres mostra que duas em cada três mulheres relataram sofrer ou conhecer alguém que sofre algum tipo de violência. Apenas 10% denunciaram as agressões.

No Brasil, essa violência se mantém de forma sistêmica. No ano passado, 17 milhões de mulheres brasileiras foram vítimas de algum tipo de violência, física, psicológica ou sexual. Apenas 11,8% buscaram autoridades estatais.

A Lei Maria da Penha é um avanço, mas ainda não garante de fato a punição ao agressor nem os serviços essenciais à mulher vítima da agressão, como casas abrigo, creches, assistência médica e psicológica, centros de referência com profissionais capacitados e estabilidade remunerada no emprego. É preciso seguir lutando e fazer do ano inteiro um 25/11, pois a luta pela não Violência Contra a Mulher tem que ser a todo tempo e de todos, homens e mulheres.

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