Em todo o Brasil, petroleiros levantam a voz em cobrança à Petrobras
Em todo o Brasil, petroleiros levantam a voz em cobrança à Petrobras
Ações nas bases das empresas do Sistema Petrobrás tiveram início na segunda (22), aqui em Pernambuco, e alcançaram vários estados, desde terminais da Transpetro, em Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, passando por atos no terminal offshore no RJ e chegando nesta sexta, com atividades na Replan, Recap, Revap, Refap, Repar e Reduc. Em todas as manifestações, trabalhadoras e trabalhadores reforçaram a cobrança contra a gestão da empresa, pelo cumprimento dos compromissos assumidos ao final da greve de dezembro de 2025.
Pautas nacionais deliberadas pela Federação Única dos Petroleiros, como a definição de um regramento para o pagamento da PLR, o início das negociações sobre o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários e a reivindicação dos aposentados pela mediação no TCU para o fim dos PEDs, deram a linha geral das cobranças. Mas, demandas como a reposição de efetivo também estiveram presentes, tal como a cobrança feita pelo Coordenador Geral do Sindipetro PE/PB, Sinésio Pontes:
Mobilização pela reestatização de ativos
Além das pautas internas, as mobilizações também denunciam os processos de privatizações no setor de energia. Durante os atos desta semana, em todo o país, dirigentes sindicais destacam o aumento de preços de combustíveis e gás, fazendo um diálogo com a população sobre as consequências do desmonte da Petrobrás.
Denunciam os projetos dos governos Temer e Bolsonaro que privatizaram refinarias, a BR Distribuidora e a Liquigás, o que fragilizou a governança da política de preços dos combustíveis frente às pressões econômicas externas, como a guerra de agressão estadunidense contra o território do Irã e o consequente fechamento do Estreito de Ormuz, na costa iraniana, que reduziu a oferta de petróleo no mercado.
Petroleiros protagonizam a campanha Reestatiza Brasil, que articula a luta pela reestatização dos ativos da Petrobrás com demais campanhas pelas reestatizações do setor energético nacional e de saneamento nos estados, além de se opor a iniciativas dos governos que operam privatizações de setores estatais estratégicos.
A campanha chama à reconstrução da capacidade estratégica do Estado brasileiro, reafirmando o papel das empresas públicas na construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

