8M pela vida e por igualdade
8M pela vida e por igualdade
Tradicionalmente, a referência internacional do dia 8 de março é a luta feminista pela igualdade de gênero. Esta batalha se mantém viva, principalmente no dia a dia de quem se indigna por ter de conviver com assédio moral/sexual, quem recebe menos pela execução do mesmo trabalho, quem é silenciada, quem passa pela opressão de dupla ou tripla jornada de trabalho ao dia. Mazelas com que rotineiramente o patriarcado burguês subjuga pessoas do gênero feminino, tão somente por serem mulheres. Porém, neste ano, essas violências se potencializam com a escalada do número de feminicídios no Brasil.
A cada 24 horas no país, quatro mulheres são assassinadas, resultado trágico do retrato apresentado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública que indica números referentes ainda ao ano de 2024, onde 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio tinham proteção judicial vigente no momento do crime. Dados do Ministério da Justiça indicam que, em 2025, o Brasil bateu o triste recorde de 1.518 mulheres vítimas desse crime.
Neste Dia Internacional da Mulher, a batalha contra o patriarcado e o machismo ganha contornos de exigência ao Estado brasileiro para que políticas como o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio sejam efetivas no cumprimento da Lei. O Código Penal indica leis específicas para garantir segurança, dignidade e acesso à justiça para as mulheres. O conhecimento dessa legislação e a devida aplicação/fiscalização são necessários para uma ação prática pela vida de todas.

