Petroleiros marcam forte presença em Brasília mobilizando por direitos e soberania
Petroleiros marcam forte presença em Brasília mobilizando por direitos e soberania
Um mês de abril intenso pelas pautas da classe trabalhadora. No dia 14, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e, no dia seguinte, esta foi a pauta central que levou centrais sindicais e diversas categorias, entre estas a categoria petroleira, para a Esplanada dos Ministérios, ocupando as ruas em marcha e mobilização pelas pautas dos trabalhadores.
Na Marcha da Classe Trabalhadora, petroleiras e petroleiros estiveram empunhando uma faixa reivindicando a reestatização da BR Distribuidora e das refinarias privatizadas no governo Bolsonaro. Participaram da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), debatendo e aprovando a pauta da classe trabalhadora em 2026. A pauta aprovada no Conclat atualiza o programa deliberado em 2022 e dá orientação política aos sindicatos, inclusive para as eleições de 2026.
Pauta aprovada
A conferência deliberou 68 reivindicações, reunindo pautas históricas e novos desafios do mundo do trabalho. Ao nível de comparação, dos 63 itens aprovados na Conclat de 2022, cerca de 70% foram implementados, encaminhados ou estão em tramitação no Congresso.
Entre os eixos principais do Conclat 2026 estão:
- Fim da escala 6×1
- Redução da jornada sem redução salarial
- Regulamentação do trabalho por aplicativos
- Combate à pejotização
- Fortalecimento das negociações coletivas
- Direito de negociação para servidores públicos
- Combate à violência contra as mulheres
Em defesa de um Sistema Petrobrás Integrado: lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reestatização das Refinarias, da BR Distribuidora e da Liquigás
Também no dia 15, os petroleiros e integrantes de movimentos sociais participaram, no Congresso Nacional, junto a parlamentares e especialistas do setor energético, lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reestatização das empresas do ramo de petróleo e gás privatizadas nos governos Temer e Bolsonaro.
A antiga BR Distribuidora e a Liquigás deixaram de cumprir um papel central na política energética nacional. A BR Distribuidora, braço histórico da Petrobrás na distribuição de combustíveis, foi vendida gradualmente entre 2017 e 2021, até a perda do controle acionário pela estatal, para a Vibra Energia.
Para a Federação Única dos Petroleiros, a criação da Frente Parlamentar representa mais um passo na disputa por um projeto energético soberano, com preços justos e fortalecimento da Petrobrás pública e integrada. Além do lançamento da Frente, os diretores da Federação também participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados, convocada pela Comissão de Finanças e Tributação, para debater os preços dos combustíveis diante da escalada da crise no Oriente Médio.

