O Sindipetro PE/PB é o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo e Gás Natural dos Estados de Pernambuco e Paraíba, filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT). A entidade sindical busca amparar a força de trabalho do setor e empenha esforços de mobilização social e política a favor da dignidade das trabalhadoras e trabalhadores, do desenvolvimento industrial sustentável através de uma transição energética justa e da soberania nacional.

Sindipetro PE/PB
Manifestação

Movimento sindical segue mobilizado para um 1º de maio histórico no país

Movimento sindical segue mobilizado para um 1º de maio histórico no país

As pautas da Classe Trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1, seguem vivas no imaginário da massa e na disposição de luta da vanguarda da classe. A realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) em abril e a inclusão consequente de bandeiras históricas da Luta de Classes no Brasil, pelo governo Lula, ascenderam à atualidade e o vigor da luta pelo valor do trabalho e em defesa da dignidade da vida das trabalhadoras e trabalhadores.

A próxima tarefa se dá nesta semana com a realização das tradicionais manifestações do Dia Internacional dos Trabalhadores, no 1º de maio. Em Recife, centrais sindicais convocam suas bases e as categorias para se reunir na quarta-feira, 30 de abril, no Parque 13 de Maio, centro da capital, a partir das 15h. No chamado, o sindicalismo cutista levanta a pauta da igualdade no pagamento de salários para homens e mulheres, além do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários.

Outras pautas também seguem em vigência e serão lembradas nas manifestações, como uma justa regulamentação do trabalho por meio de aplicativos e o combate à “pejotização” irrestrita. Entre as pautas sociais, para além da economia, trabalhadoras e trabalhadores, junto ao movimento social feminista, cobram políticas públicas de conscientização e combate ao machismo e feminicídio.

Momento histórico

Frente a consolidação de um campo político da direita que defende radicalmente os interesses da classe patronal e que exerce forte influência social, a tomada de posição do governo Lula pela defesa e encaminhamento do PL 1838/26 (fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho, além da regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho), traz à luz os reais interesses de lados divergentes na Luta de Classes no país que serão confrontados diretamente nas eleições gerais de outubro.

Fato que ocorre em um momento decisivo em que categorias seguem em luta por direitos. O Dieese registra que, no ano de 2025, houve um aumento de 14% no número de greves instaladas pelo Brasil, com maior destaque para o setor privado (539 greves), tendo por perfil a defesa de direitos e cumprimento de acordos coletivos. Já no setor público/estatal, a incidência de greves aumentou mais de 50% se comparado ao ano de 2024, entre estas a recente greve petroleira do final do ano passado.

Com melhoras dos indicadores gerais da economia do país, havendo queda na taxa de desocupação (5,6%) e melhora da média salarial brasileira (7,4%), o sindicalismo ganha força, impulsionando os trabalhadores pela defesa de direitos, frente à resistência dos patrões. 2026 é um ano de afirmar nas urnas, com a reeleição do Presidente Lula, essa disposição de luta por um projeto de Brasil que priorize o bem-estar e a vida das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros para potencializar o crescimento do país.