Nas bases de Pernambuco, assembleias petroleiras aprovam Semana Nacional de Mobilização no Sistema Petrobras
Nas bases de Pernambuco, assembleias petroleiras aprovam Semana Nacional de Mobilização no Sistema Petrobras
Petroleiras e petroleiros da Refinaria Abreu e Lima e TA-Suape da Transpetro programam manifestações para o dia 22 de junho
Sem retorno efetivo dos acordos estabelecidos para o final da greve petroleira de 2025, a categoria em todo o país se mobiliza para pressionar a administração da Petrobrás pelo avanço nas negociações pelo novo Plano de Cargos e Salários, regramento das PLRs e apresentação de proposta para encerrar os planos de equacionamento de déficits da Petros. Além dessa demanda, os petroleiros aprovaram também a manifestação de apoio dos sindicatos e da FUP, para apoio à reeleição do presidente Lula.
A Semana Nacional de Mobilização vem sendo articulada pela Federação Única dos Petroleiros que debateu o encaminhamento das mobilizações no último Conselho Deliberativo e convocou a realização das assembleias de base, que em Pernambuco atingiu 98% de aprovação.

A empresa havia se comprometido a realizar no primeiro semestre de 2026 as negociações do novo Plano de Cargos e Salários, coisa que não se deu; sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Petrobrás, o RH sequer começou a discutir o regramento. E, por fim, não houve nenhuma mediação no Tribunal de Contas da União para viabilizar a transação judicial pelo fim dos PEDs.
Tal situação motiva a iniciativa dessa semana de mobilização, que no estado, em virtude da semana junina, orienta-se por concentrar as manifestações na manhã do dia 22 de junho, nas portarias da Refinaria Abreu e Lima e do TA-Suape. Petroleiros destas bases irão se concentrar e mandar um recado direto da insatisfação dos trabalhadores pela inoperância da administração da Petrobrás quanto ao pleito dos trabalhadores da empresa.
Apoio à reeleição do presidente Lula
O tema das eleições presidenciais aparece em debate para os trabalhadores da Petrobrás, pois este é um assunto que a categoria nunca se furtou ou vacilou em tomar posição. Esta será uma eleição muito disputada e o sindicalismo petroleiro, apesar das diferenças e cobranças com a gestão da empresa, sabe quais os projetos políticos que estão em disputa no Brasil.
Do nosso lado, o projeto da retomada de investimentos, geração de novos postos de trabalho, ampliação e fortalecimento industrial no ramo de petróleo e gás brasileiro. Do outro lado, o projeto de desmonte dos ativos da Petrobrás, desinvestimento, que pôs a refinaria em Pernambuco para ser vendida. De lado de cá, junto ao presidente Lula, em defesa da soberania nacional, de um projeto de Brasil popular e forte. Do lado de lá, o atraso bolsonarista da submissão e entreguismo aos interesses estrangeiros.
Também nessa pauta, a categoria deliberou por ampla maioria, com 97%, para que o sindicato e a federação assumam protagonismo no apoio à reeleição do presidente Lula.

